Recepção e matrícula dos calouros foi desse jeito

Com certeza a manhã desta segunda-feira, 17 de fevereiro, foi memorável para todos vocês, calourinhos de comunicação social! Além de ser o dia da matrícula, momento em que o vínculo entre aluno e faculdade é estabelecido, vocês também tiveram espaço pra se apresentar nos devidos termos, não? E só faltaram as lágrimas.

Então os calouros se apresentaram. E cheios de paixão. Algumas à primeira vista, inclusive. A Ana Luiza, de PP, já chegou reconhecendo que a comunicação está todos os lugares. E ainda tinha gente que gostava dos dois cursos, chegando a admitir que bateu a dúvida na hora de se candidatar à vaga. Além disso, já deu pra ver que esse povo de 2014 vai para todos os lados: tem gente que gosta de esportes, de moda, de política, de cinema, de ilustração, de música, de ler, de debater, alguns são muito extrovertidos, outros se consideram tímidos. Alguns também tentaram vários cursos antes de encontrar seu caminho na Comunicação.

Sobre essas questões, a professora Rosane Steinbrenner, diretora da faculdade, comentou: “Ao mesmo tempo que são distantes, ambas as habilitações são também muito próximas. Há dificuldade em perceber qual o rumo adequado para nosso interesses. Mas Jornalismo e Publicidade são profissões primas, não irmãs siamesas. É bom ver que vocês estão se conduzindo no caminho. Experimentando estamos todos.”

Parte da calourada revelou a pressão que sofreu em casa, principalmente dos pais. A diretora disse que é normal o receio da família quanto a essas profissões “fluidas”, no intuito de proteger os filhos. “Mas vamos convencer seus pais de que vocês fizeram a escolha certa!”, motivou.

E tem também gente que nutre uma tesão incontrolável pelos desafios! O Matheus Botelho (JORNAL) contou que, “logo quando escolhi jornalismo, foi que bloquearam o curso. Eu disse: égua, agora é que eu vou fazer mesmo!” Taí, passou. Parabéns, #molequedoido

A gente conversou com o Johnny Machado (JORNAL), de 20 aninhos, sobre o que ele espera da SdC. “Na Semana do Calouro, eu quero aumentar o contato com o meio acadêmico e desenvolver meu aprendizado com os minicursos e as oficinas. Espero poder aprender mais, entrar em contato com novas pessoas, novas experiências… É isso!”. Também quisemos saber quais são as expectativas dele para o curso. Olha só o que ele disse: 

“Primeiramente, eu estou muito feliz de ter passado, depois de três anos tentando. Eu já admirava o curso de Jornalismo, por isso eu estou muito feliz de ter conseguido entrar e estar participando do mundo acadêmico, já não mais como visitante do ensino médio, mas como estudante do ensino superior. Agora, eu quero concluir o curso, pois entrar é fácil, concluir é que é complicado. Enfim, estou muito feliz.”

Êêêêh! Nós também, Johnny! (:

A professora Rosane, antes de dar início à Orientação Acadêmica, também apresentou uma pessoa muito importante para a Faculdade de Comunicação (FACOM): o Seu Carlos. Esse ser humano muito fofo é um dos funcionários mais antigos do Instituto de Letras e Comunicação (ILC). E tu já sabes onde encontrá-lo: na secretaria da FACOM, de segunda a sexta, até as 14h. Por favor, vamos ajudar o Seu Carlos: não deixa os computadores ligados e vê se cuida bem dos equipamentos da Faculdade. Como disse a diretora, “o Seu Carlos faz com que cuidemos de nós mesmos”. E, se fores legal, dá pra tomar um cafezinho na sala dele.

Claro, também teve a apresentação da SUPER Dona Antônia (muitas palmas). Ela é, nas palavras da diretora, “a secretária da Comunicação. Pequena, concentrada, vale por dez!”. Gente, adiciona ela no Face! rs

Às 9h30, teve início a Orientação Acadêmica. E uma novidade veio logo no começo: a proposta da diretoria da FACOM de transformar a Sala de Leitura em um espaço de estudo e de convivência. Todo o material (livros, TCCs) será catalogado pra ficar tuuudo bonitinho pra ti, calouro. Pra quem tá se perguntando: e onde fica isso?! A Sala de Leitura fica no primeiro andar do ILC, à esquerda, próximo da secretaria e direção da FACOM. Outra notícia quentinha (haha): o belíssimo/fabuloso site da nossa querida Faculdade vai ao ar a partir do dia 14 de março, yaaaaaaay!!! E aqui dá pra conferir todo o Plano Acadêmico.

A diretora ainda apresentou aos calouros os 13 projetos de pesquisa em andamento, além dos seguintes projetos de extensão: Academia Amazônia (JORNAL E PP), Oficina de Criação (PP), Rádio Web (JORNAL E PP), Agência Cidadã (JORNAL E PP) e FACOM 4.0 – Razão e Sensibilidade. Este último, que leva o nome em comemoração aos 40 anos da Faculdade e concorre a edital, surgiu em 2013 como resultado da disciplina de assessoria de comunicação. Trata-se de uma ação coletiva de comunicação estratégica para uma nova cultura de Comunicação. Chique, não?

Os professores Carolina Venturini, Manuel Dutra, Netília Seixas e Roseane  Steinbrenner também falaram sobre os perfis dos bons profissionais de jornalismo e de publicidade. A diretora levantou uma questão importantíssima: já que somos todos, em tese, produtores e receptores potenciais de informação, qual o papel do jornalista em plena era digital?

Sobre isso, o professor Dutra, que já foi apresentado aqui, comentou: “Nosso papel é suprir a necessidade social de informação. Há uma diferença entre informação e notícia. Notícia é específica, verdadeira, referencial e contém a estrutura básica do relato: o que, como, quem, a relevância do fato para a sociedade. Somos uma geração superbombardeada, mas a informação jornalística é específica.”

Então, não esquece de anotar: são de responsabilidade do bom jornalista a objetividade, a disseminação e a tradução do conhecimento para romper com o senso comum, a interpretação da realidade, além do compromisso com a ética da profissão.

E o publicitário? Segundo a professora Carol, ele tem que ser muitas coisas, olha aí: ágil, prevenido, de perfil amplo, ético, observado (mas não calado), criativo, inventivo, (às vezes) meio psicólogo, “pau pra toda obra!”, ela finaliza. E dá pra trabalhar em produtora, agência, assessoria, departamento de marketing, diversos veículos de comunicação, por aí vai…

E também tem novidade no novo projeto pedagógico de PP: vai ter a inclusão de publicidade pra internet (eu sei que tu já se empolgou). Além disso, não vai rolar mais diferenciação entre os laboratórios dessa habilitação. A ideia é criar um profissional híbrido e inovador, preparado para o mercado em todas as mídias. Ah, tem mais uma coisa. Só que pra JORNAL: o estágio pra jornalismo passa a ser obrigatório agora.

E o Mateus Miranda (JORNAL) perguntou pra Carol se ela acredita que o publicitário pode obter sucesso fora do grande centro da publicidade, São Paulo. “Eu acho que o publicitário, assim como todo profissional, pode ter sucesso e mais, ser feliz, fazendo o que ele ama! É você que faz o mercado”, ela respondeu.

Agora, sobre Optativas e Atividades Programadas. Já entendeu o que é?

A gente tenta te explicar. É o seguinte. As Optativas são cinco disciplinas que tens que cursar ao longo dos teus quatro anos de curso. Elas, inclusive, podem ser feitas em outras faculdades da UFPA, em turnos diferentes. A carga horária deve ser de 60 horas ao final de cada semestre. No primeiro semestre, não rola se matricular em Optativas ainda. Caaalma. A partir do segundo, tá liberado.

Já as Atividades Programadas são complementares, mas têm que se relacionar com o teu currículo profissional. Por exemplo, contam com a tua participação em congressos e demais eventos de Comunicação (como ouvinte, organizador ou com apresentação de trabalhos – oi, Muvuca e Intercom), cursos, publicação em periódicos, produção de documentários, oficinas, palestras, estágios. Além disso, sabe quem garante carga horária? A tua Semana do Calouro, que vem toda linda dia 24. Por isso, guarda todos os certificados que conseguires, porque são eles que vão contabilizar teus créditos no final do semestre.

Inclusive, o queridíssimo professor de fotografia, José Ronaldo Guerra, já pediu pra anunciar que este ano ele oferece a Atividade Programada de Fotografia e Cinema especialmente pra vocês, calourinhos. *-*

Sobre a grade curricular do curso e as aptidões dos calouros, a professora Roseane Steinbrenner aconselha, citando Martín-Barbero: “A gente pesquisa o que nos afeta. E ‘afetar’ vem de ‘afeto’. Por isso, estejam abertos, disponíveis, curiosos”.

É isso aí, calouro. Vamos unir todas essas nossas paixões e, juntos, traçar nosso caminho na FACOM, no ILC, na UFPA, no mundo.

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